#978 Por que eu viajo: registros do tempo, da vida e das pessoas
Já faz quase três anos que deixei o conhecido para trás. Quando parti, achei que ia entender o mundo, mas foi ele que começou a me ensinar. Cada viagem, cada cidade, cada rosto me mostrou que a vida não é sobre respostas prontas — é sobre perceber, sentir e registrar.
Viajar se tornou meu jeito de ver o tempo passando e ganhar perspectiva, de perceber como tudo — até perdas, ruínas e fins — se torna mais bonito com a passagem dos dias.
O valor de registrar
Lembro de dez anos atrás, quando olhava fotos antigas no Facebook. A sensação era de viajar no tempo, de perceber o quanto o passado se transforma e se enriquece com a memória.
Hoje, cada registro que faço é um investimento na minha própria percepção do tempo. Ele me permite ver melhor o futuro, apreciar o presente e compreender que, mesmo aquilo que parece perdido, adquire significado e beleza com o passar dos dias.
Fraternidade e encontros
Outra coisa que me move é a fraternidade. Sempre me senti à vontade com pessoas, sem precisar provar nada, apenas sorrindo. E percebia que, no fundo, todos buscam conexão, mas estão com medo de dar o primeiro passo.
Essa viagem me ensina diariamente que, além dos lugares que visito, o mais importante é como me relaciono com o mundo e com as pessoas que encontro pelo caminho.
Quebrando fronteiras
Viajar mudou minha perspectiva sobre medo, distância e pertencimento. Não se trata apenas de atravessar países, mas de quebrar fronteiras internas — dúvidas, inseguranças e limitações.
Cada passo que dou, mesmo sem saber exatamente o que virá a seguir, é uma oportunidade de aprendizado. E cada registro que faço é uma tentativa de capturar a beleza desse movimento, para que, mais tarde, possamos revisitar e compreender o que passou.
Conclusão: viajar é registrar a vida
Viajar, para mim, é mais do que conhecer lugares; é registrar a passagem do tempo e a essência dos encontros. É descobrir que a beleza da vida aparece mesmo nas coisas que parecem imperfeitas ou perdidas.
E o mais bonito: esse registro é para mim e para quem quiser sentir junto, ainda que apenas por alguns minutos, a experiência de estar vivo e em movimento.
"No início, você não cria para vender, você cria para se ouvir"
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