#840 Quanto é que vale o sonho?
🗓️ Diário de Viagem – 20 de maio de 2025
📍 Vila Mariana, São Paulo
⏱️ Leitura de 5 minutos
Um texto pra quem acredita na vida
Remava de caiaque no rio. O bote tinha um furo, claro.
Balançou e virou.
No meio do rio, cansado, cheguei até a margem mais próxima, já quase sem forças.
Logo vem o pensamento:
— Me lasquei! Como foi que isso foi acontecer?
Chego na praia, sento na areia, temporariamente desolado pela situação.
Mas aí… calma. Um lampejo de racionalidade. O oxigênio volta ao cérebro.
— Pera aí, não foi um acaso que me trouxe até aqui, também?
E, se bem me lembro, não foi algo tão prazeroso assim.
Hoje vejo como se tudo aquilo tivesse sido planejado pra acontecer. Pra me ensinar algo.
Mas como poderia?
Como poderia algo — ou alguém — planejar que eu deixasse pra trás meus caminhos, minha carreira em outra profissão, um relacionamento passado?
Me mudar justo quando tudo não estava, de forma alguma, indo mal?
A bússola é a alma, e não a mente
Como no meu filme favorito da Disney, quando criança, meu coração relembra:
“A bússola é a alma, e não a mente.”
O significado? Um problema sério.
Quando tentamos resolver algo com a mesma cabeça que criou o problema, geralmente encontramos… mais problema.
Como disse um físico famoso:
“Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo nível de consciência que o criou.”
Complicado, né? Nem tanto.
As respostas parecem estar fora de nós
Sinceramente, todas as soluções que buscamos parecem estar fora de nós.
Mas parecem MESMO.
Lá estão elas — não invisíveis — mas envoltas num tanto de escuridão, num abismo profundo ou no topo de uma montanha.
Como se você pudesse ir lá e pegar…
Mas que, no caminho, tudo tem tudo pra dar errado.
Outra vez. Outra respirada. Oxigênio no cérebro.
Lembro que a vida fala um idioma difícil de entender, pra quem não é fluente.
A mensagem não consegue chegar, se você não estiver prestando atenção.
🐋 Dory sabia falar Baleiês, a língua das baleias.
Às vezes, só precisamos de uma boa intérprete para traduzir aqueles sons que não compreendemos.
A vida ocorre do menor ao maior dos detalhes
Na última noite, minha parceira de viagem estava chorando.
Era madrugada. Ela chorava de saudade.
De casa. Do que se foi. De onde está.
Claro… ninguém prometeu que o sonho seria fácil.
Ninguém disse que seria bonito o tempo todo — apesar de que, quase sempre, é.
Saí da cama, meio atordoado, e fui fazer um chá.
Coisa simples. Só pra ser útil.
Cheguei na cozinha, acendi o fogão e fiquei ali, em silêncio e no escuro, observando as luzes noturnas da capital paulista, lá fora.
Lembrar que eu estava fazendo algo útil para alguém, uma demonstração de carinho e cuidado, me fez esquecer completamente a ansiedade com a agenda do dia seguinte.
Estou vivo. Está acontecendo agora.
O imprevisto é um sinal de que a vida decidiu, em sua infinita sabedoria, interferir.
A mágica da ação
Dali em diante, tudo ficou diferente.
Porque o estado de consciência muda quando a gente age.
Quando a gente diz:
— Ah, eu vou fazer.
E realmente faz, acontece algo mágico:
uma mudança de energia, uma quebra da inércia emocional daquele ambiente.
E um novo passo, em direção ao desconhecido em criação, começa a ficar mais claro.
E tudo isso ao vivo. Não estava ali antes.
E é por isso que a mente racional não consegue ver.
A coisa mais simples (e mais difícil) do mundo
É a coisa mais simples do mundo.
E também a mais difícil.
O lado negativo?
A gente vive assim:
sem saber ao certo pra onde ir,
sem entender se as soluções realmente fazem sentido pra que essa “viagem pela vida” seja tranquila.
(Spoiler: não é.)
Nunca será.
Porque o que está acontecendo agora, nesse exato momento em que você lê este texto, nunca aconteceu antes.
Nem na sua vida, nem na de ninguém.
Aquilo que você chama de rotina, aquilo que você acha que vai se repetir amanhã…
São só projeções do seu passado.
O cérebro puxa o freio.
Dá uma travada.
Daquelas de tirar o fôlego.
E aí vem o coração.
Ele diz que quer emoção.
Que quer aventura.
📍 20 de maio, Vila Mariana, São Paulo
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